Há algum tempo, vários banheiros de uso coletivo deste meu Brasil passaram a instalar um equipamento ímpar em suas paredes. Normalmente, ele está localizado estrategicamente entre os lavabos e a porta de saída (que também serve de entrada, na maioria dos casos).
Menor que um telefone público, este apetrecho possui uma espécie de tromba metálica que sopra um vento quentinho, quando acionado via sensor de movimento.
Até ontem, desconhecia sua obscura função. Enfeite? Aquecedor de ar? Homogeneizador de membros superiores molhados? Não adianta, minha gente. A última coisa que essa porra faz é secar as mãos. Pode ficar meia hora esfregando uma mão na outra embaixo da bagaça que não adianta. Fatalmente suas calças servirão de toalha.
Maaaaas, eis que a máquina desprezada, finalmente, se mostrou útil. Pelo menos para mim.
Estava eu toda pimpona, recém saída do instituto de beleza, quando fui surpreendida por uma garoa, dessas bem fina e molhada. Cadê o guarda-chuva?? Corri a-lu-ci-na-da-men-te. Gastei uma grana na escova, caralho!
O primeiro abrigo que encontrei foi um restaurante. Fiz cara de coitada e pedi pra usar o banheiro. Permissão concedida, fui direto ao espelho verificar o estrago. Vi a reflexão uma semitragédia: cabelinhos meio desgrenhados, início de um processo de ondulação que culminaria em algo próximo à Maria Bethânia.
Desprovida de esperanças, vislumbrei o equipamento que sopra o vento quentinho! Alguém tem alguma dúvida do que fiz? Meti a cabeça embaixo da secadora e pronto: madeixas lisas novamente.
E não, ninguém presenciou a cena.
Obrigada pela atenção.
30/06/2009
16/06/2009
Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol e lenhador de bonsai, afirma:
"Em solidariedade aos comapanheiros feridos no domingo último, faremos um minuto de silêncio em nossa próxima partida."
Richarlyson aplaude a decisão, mas com cautela para não estragar o esmalte recém aplicado.
08/04/2009
Pausa para a sensibilidade artística
Divulgar experiências culturais e/ou tecnológicas não é exatamente o objetivo deste blog. Além disso, evito ser uma " descolada cibernética". Contudo, esse vídeo merece atenção.
Olha, é BEM bonito.
Pronto. Chega.
Pronto. Chega.
09/02/2009
Desculpem-me
A sucessão de postagens excessivamente curtas deixa clara a minha preguiça em redigir algo que preste?
02/02/2009
01/02/2009
É da minha natureza, sorry
Desde que não me afete, é impressionante como eu não estou nem aí para os problemas dos outros.
29/12/2008
Instituto Dizem de Pesquisas afirma
Dizem que este blog terá um novo layout, com logotipo e imagens que retratam um pouco do meu eu interior, da minha personalidade profunda e marcante. Dizem. Muita gente prometeu. Conheço bem esse tipo, também chamado de “amigo”. Nunca confie nos amigos. Nunca confie em nada que será de graça, porque tudo nessa vida tem um preço. Nesse caso, esperar a boa vontade de uma das almas que se predispôs ajudar-me nessa demanda.
Oremos por um milagre.
Amém!
Oremos por um milagre.
Amém!
Jesus, me abana!
Existem poucas coisas mais estéreis do que o período entre o Natal e o Ano Novo. É uma lacuna. É um buraco no contínuo espaço x tempo. Não serve pra porra nenhuma. O comércio funciona precariamente, todos estão em ritmo de férias, até o porteiro do meu prédio resolveu não aparecer. Hoje, só ano que vem. Até dia 5 de janeiro, meu Brasil!
Nem sei por que raios escrevo sobre isso. Quer dizer, sei sim. Como todo cidadão brasileiro, nesse exato momento eu deveria estar aproveitando um engarrafamento rumo à praia ou, ainda melhor, já estar nela transformando-me em um camarão humano, espremendo-me entre centenas de guarda-sóis, disputando um cantinho de sombra e lutando para vencer a dança das cadeiras. Levantou, perdeu, santa.
Em lugar dessas pequenas alegrias de Verão, estou aqui, como uma funcionária submissa, em meu local de trabalho.
“Não tem job? Sem problema. Vem mesmo assim. Eu mando em você! Ha Ha Ha Ha*.”
Tudo bem. Eu até venho, mas saiba desde já que farei de sua empresa uma lan house. Ha Ha Ha Ha**. Faço questão de tomar café até ficar alucinada, entupir meu PC com arquivos piratas baixados da internet, congestionar a rede, imprimir e-mails e mais e-mails sem necessidade, entre outras pequenas subversões para abrandar meu descontentamento.
Feliz Ano Novo a todos.
*Risada maléfica do patrão
**Risada vingativa da funcionária
Nem sei por que raios escrevo sobre isso. Quer dizer, sei sim. Como todo cidadão brasileiro, nesse exato momento eu deveria estar aproveitando um engarrafamento rumo à praia ou, ainda melhor, já estar nela transformando-me em um camarão humano, espremendo-me entre centenas de guarda-sóis, disputando um cantinho de sombra e lutando para vencer a dança das cadeiras. Levantou, perdeu, santa.
Em lugar dessas pequenas alegrias de Verão, estou aqui, como uma funcionária submissa, em meu local de trabalho.
“Não tem job? Sem problema. Vem mesmo assim. Eu mando em você! Ha Ha Ha Ha*.”
Tudo bem. Eu até venho, mas saiba desde já que farei de sua empresa uma lan house. Ha Ha Ha Ha**. Faço questão de tomar café até ficar alucinada, entupir meu PC com arquivos piratas baixados da internet, congestionar a rede, imprimir e-mails e mais e-mails sem necessidade, entre outras pequenas subversões para abrandar meu descontentamento.
Feliz Ano Novo a todos.
*Risada maléfica do patrão
**Risada vingativa da funcionária
05/12/2008
Listen all of y’all it’s a sabotage – Parte I
Como é sabido por aqueles que acompanham as nulidades que publico neste espaço, adotei uma nova aparência. Basicamente, ela é constituída de cabelos lisos e a cara de sempre. Mas é um fato: madeixas esticadas são dádivas. E o melhor: o que Deus, aquele sádico controlador, não fez, a cabeleireira vendeu para mim por R$ 200,00. Pois é, Senhor, nessa EU me dei bem.
Todavia, Ele é vingativo. A manutenção da cabeleira é semanal e custa para meu bolso a bagatela de 35 reais por visita ao instituto de beleza.
Com o objetivo de sair por cima mais uma vez, decidi que era o momento de adquirir algumas ferramentas para domar qualquer tipo de rebeldia capilar. Na lista, um secador ultra-power-megaturbinado, uma chapinha e do it myself!
Proletária que sou, utilizei meu horário de almoço para efetuar a compra. Juntei CPF, RG, comprovante de residência e holerite. Fui até as Casas Bahia. Sim. Rendi-me à explosão de ofertas, ao quer pagar quanto, às promoções imperdíveis.
Aproximei-me de uma vendedora, cuja identidade irei preservar, e contei-lhe minha necessidade. Muito prestativa, F. detalhou todos os atributos e vantagens de cada uma das marcas e modelos de secadores e chapinhas disponíveis na loja. Não demorou muito, escolhi os meus novos melhores amigos.
A fim de dar início ao procedimento de compra em si, a simpática mocinha F. indicou o caminho da mesa onde faríamos o meu cadastro e onde eu presenciaria uma das cenas mais... Nossa. Só sua lembrança já me deixa constrangida.
Vou tomar umas goladas de coragem. A continuação e o desfecho da história, conto depois.
Todavia, Ele é vingativo. A manutenção da cabeleira é semanal e custa para meu bolso a bagatela de 35 reais por visita ao instituto de beleza.
Com o objetivo de sair por cima mais uma vez, decidi que era o momento de adquirir algumas ferramentas para domar qualquer tipo de rebeldia capilar. Na lista, um secador ultra-power-megaturbinado, uma chapinha e do it myself!
Proletária que sou, utilizei meu horário de almoço para efetuar a compra. Juntei CPF, RG, comprovante de residência e holerite. Fui até as Casas Bahia. Sim. Rendi-me à explosão de ofertas, ao quer pagar quanto, às promoções imperdíveis.
Aproximei-me de uma vendedora, cuja identidade irei preservar, e contei-lhe minha necessidade. Muito prestativa, F. detalhou todos os atributos e vantagens de cada uma das marcas e modelos de secadores e chapinhas disponíveis na loja. Não demorou muito, escolhi os meus novos melhores amigos.
A fim de dar início ao procedimento de compra em si, a simpática mocinha F. indicou o caminho da mesa onde faríamos o meu cadastro e onde eu presenciaria uma das cenas mais... Nossa. Só sua lembrança já me deixa constrangida.
Vou tomar umas goladas de coragem. A continuação e o desfecho da história, conto depois.
14/11/2008
Chagas de Auricchio
Feri-me hoje pela manhã. Uma cena impressionante.Estava eu a higienizar meus dentes e eis que um movimento brusco de minha parte resultou em um estigma quase mortal em minha mão direita. Não sei como fui capaz, mas enfiei com tudo a mão na quina do espelhinho do banheiro e rasguei (sim, esta é a palavra) minha pele a ponto de ser possível visualizar meu osso capitato.
Depois de milésimos de segundo sem reação, observei as conseqüências da tragédia. Dor regada a molho rosé. Bizarro. Sangue e creme dental não é uma combinação muito agradável de se ver.
Aproveito para preveni-los: curativos nessa região são bem complexos. Coagulação difícil, terreno bem irregular. Desperdicei cerca de 3 Band-Aids® da Hello Kitty até conseguir afixar um de maneira eficiente.
Ademais, supero aos poucos a recém adquirida deficiência. Cada atividade que realizo com êxito é uma vitória pessoal. Tenho muita fé em minha recuperação e conto com vossas preces.
13/11/2008
Alô, alô, marciano!
Segue pequeno diálogo telefônico. A ligação, que partiu de meu telemóvel, foi efetuada em meio a um animado evento musical destinado a jovens.
- Oi! Você está no planeta Terra?
- Óbvio.
Pois é. Eu estava no mundo da Lua.
- Oi! Você está no planeta Terra?
- Óbvio.
Pois é. Eu estava no mundo da Lua.
Pequenos desastres domésticos I
Experimente preparar para o jantar um delicioso e bem temperado bife de contra-filé no prático George Foreman Grill. Na manhã seguinte, torre uma fatia de pão-de-forma com manteiga no mesmo George Foreman Grill.
Hmmmmm. Gostinho peculiar!
Hmmmmm. Gostinho peculiar!
28/10/2008
Depois de 10 dias, o resultado
- Aviso aos desavisados
Para pleno entendimento do excerto que segue, leia o post abaixo deste, ou clique aqui.
- Ajuda aos preguiçosos
Achou o post anterior a este muito longo? Vou quebrar seu galho. Toma um resumo da história: comprei ingresso para um show que foi cancelado. Entrei em contato com o S.A.C. do Via Funchal para descobrir até que data poderia ser feita a devolução do dinheiro. Evasivo, o atendente esquivou-se de uma resposta clara e objetiva. Enfim, desliguei o telefone sem saber até quando poderia reaver meus 90 reais.
...
Depois de ter feito uma boa pergunta a um atendente de telemarketing, fui o mais breve possível até o Via Funchal. 10 dias depois. Bem razoável.
Era um domingo ensolarado e quente pra caralho. Quase 18h. Minhas esperanças de recuperar o dinheiro gasto em vão eram quase nulas. Diante de uma provável recusa, fui com um indignado e inflamado discurso preparado (haja “ado”!).
Dirigi-me à bilheteria do estabelecimento com o ingresso em mãos. Havia pelo menos 5 pessoas na minha frente, sem contar os acompanhantes. Assim que parei na lanterna da fila, um segurança indagou a razão da minha presença no local. Prontamente, respondi ao profissional pago para manter a ordem e o patrimônio alheio a salvo que eu estava lá para trocar por dinheiro um bilhete sem utilidade.
Momento de tensão. Centésimos de segundo que iriam determinar o desfecho, talvez trágico e sangrento, da história.
- Ingresso do “náine”?
- Sim. Esse mesmo.
- Certo. Pode ficar na fila.
Será esse diálogo um sinal de final feliz?
Logo após essa cortês troca de palavras, o bondoso e avantajado homem caminhou até um dos caixas, falou qualquer coisa com a bilheteira e me chamou. Passei à frente de todos e cheguei à liderança da fila. Na marca do pênalti, entreguei o ingresso para a funcionária responsável pelo escambo de mercadorias, junto de uma nota de 10 reais para facilitar o troco.
E foi isso. Cheguei armada de ofensas e saí com uma linda garoupa azul na carteira.
Para pleno entendimento do excerto que segue, leia o post abaixo deste, ou clique aqui.
- Ajuda aos preguiçosos
Achou o post anterior a este muito longo? Vou quebrar seu galho. Toma um resumo da história: comprei ingresso para um show que foi cancelado. Entrei em contato com o S.A.C. do Via Funchal para descobrir até que data poderia ser feita a devolução do dinheiro. Evasivo, o atendente esquivou-se de uma resposta clara e objetiva. Enfim, desliguei o telefone sem saber até quando poderia reaver meus 90 reais.
...
Depois de ter feito uma boa pergunta a um atendente de telemarketing, fui o mais breve possível até o Via Funchal. 10 dias depois. Bem razoável.
Era um domingo ensolarado e quente pra caralho. Quase 18h. Minhas esperanças de recuperar o dinheiro gasto em vão eram quase nulas. Diante de uma provável recusa, fui com um indignado e inflamado discurso preparado (haja “ado”!).
Dirigi-me à bilheteria do estabelecimento com o ingresso em mãos. Havia pelo menos 5 pessoas na minha frente, sem contar os acompanhantes. Assim que parei na lanterna da fila, um segurança indagou a razão da minha presença no local. Prontamente, respondi ao profissional pago para manter a ordem e o patrimônio alheio a salvo que eu estava lá para trocar por dinheiro um bilhete sem utilidade.
Momento de tensão. Centésimos de segundo que iriam determinar o desfecho, talvez trágico e sangrento, da história.
- Ingresso do “náine”?
- Sim. Esse mesmo.
- Certo. Pode ficar na fila.
Será esse diálogo um sinal de final feliz?
Logo após essa cortês troca de palavras, o bondoso e avantajado homem caminhou até um dos caixas, falou qualquer coisa com a bilheteira e me chamou. Passei à frente de todos e cheguei à liderança da fila. Na marca do pênalti, entreguei o ingresso para a funcionária responsável pelo escambo de mercadorias, junto de uma nota de 10 reais para facilitar o troco.
E foi isso. Cheguei armada de ofensas e saí com uma linda garoupa azul na carteira.
17/10/2008
Aguarde um momento. Seu acesso é muito importante para nós
A qualidade dos serviços de atendimento ao consumidor deste país costuma despertar meus instintos mais primitivos. Espera interminável na linha, gravações institucionais mentirosas, musiquinhas insuportáveis, centenas de opções sem que nenhuma se enquadre nas nossas necessidades. Tenho ódio. Quero matar.
A última vez que disquei para esse tipo de atendimento, entretanto, meu espanto foi tamanho que sequer consegui esboçar qualquer reação.
Há cerca de dois meses, adquiri um ingresso para a única apresentação de uma banda norte-americana em São Paulo. Semanas depois, por algum motivo misterioso, o supramencionado foi cancelado. Resultado: tristeza e o inconveniente retorno ao ponto-de-venda.
É óbvio que até o momento não efetuei a devolução do ticket e ainda mais óbvio que pretendia esperar até o último minuto para fazê-lo. Mas 90 reais são 90 reais, e é nesse momento que se inicia a bizarra história por que passei com o telemarketing da casa de shows.
Com a finalidade de me informar sobre a data limite para recuperar meu suado dinheiro, liguei para o Via Funchal. A dificuldade começou com a ausência de uma opção razoável para eu discar. Tentei a “2” que, segundo a gravação, englobava informações sobre meia entrada e assuntos diversos. Depois de ouvir uma palestra sobre direitos e deveres de estudantes e idosos, a máquina maldita finalmente me ofereceu a possibilidade de falar com um ser humano. Quanta alegria! Alô? Alô? ALÔ, CARALHO! Tu tu tu.... Caiu a ligação... umas três vezes, pelo menos.
Na quarta vez, quando me tornei uma especialista em descontos de 50% para pessoas portadoras de documentos válidos em território nacional e com data de validade válida, consegui ser atendida por um simpático atendente.
- Via Funchal.
- Oi. Queria saber até quando posso recuperar o valor do ingresso do Nine Inch Nails.
- Boa pergunta.
(BOA PERGUNTA???? Sim, amigo leitor. Foi exatamente o que ouvi.)
- Só um minuto. Vou estar verificando.
(Gerúndio é obrigatório.)
- O.K. Eu espero.
......
- Obrigado por ter aguardado.
- Imagina.
- Então, você deve vir o quanto antes.
- Certo, mas até que dia?
- O quanto antes.
- Mas quando é “o quanto antes”?
- É o mais breve possível, porque logo expira o prazo de devolução do dinheiro.
Agradeci a informação e desliguei o telefone.
A última vez que disquei para esse tipo de atendimento, entretanto, meu espanto foi tamanho que sequer consegui esboçar qualquer reação.
Há cerca de dois meses, adquiri um ingresso para a única apresentação de uma banda norte-americana em São Paulo. Semanas depois, por algum motivo misterioso, o supramencionado foi cancelado. Resultado: tristeza e o inconveniente retorno ao ponto-de-venda.
É óbvio que até o momento não efetuei a devolução do ticket e ainda mais óbvio que pretendia esperar até o último minuto para fazê-lo. Mas 90 reais são 90 reais, e é nesse momento que se inicia a bizarra história por que passei com o telemarketing da casa de shows.
Com a finalidade de me informar sobre a data limite para recuperar meu suado dinheiro, liguei para o Via Funchal. A dificuldade começou com a ausência de uma opção razoável para eu discar. Tentei a “2” que, segundo a gravação, englobava informações sobre meia entrada e assuntos diversos. Depois de ouvir uma palestra sobre direitos e deveres de estudantes e idosos, a máquina maldita finalmente me ofereceu a possibilidade de falar com um ser humano. Quanta alegria! Alô? Alô? ALÔ, CARALHO! Tu tu tu.... Caiu a ligação... umas três vezes, pelo menos.
Na quarta vez, quando me tornei uma especialista em descontos de 50% para pessoas portadoras de documentos válidos em território nacional e com data de validade válida, consegui ser atendida por um simpático atendente.
- Via Funchal.
- Oi. Queria saber até quando posso recuperar o valor do ingresso do Nine Inch Nails.
- Boa pergunta.
(BOA PERGUNTA???? Sim, amigo leitor. Foi exatamente o que ouvi.)
- Só um minuto. Vou estar verificando.
(Gerúndio é obrigatório.)
- O.K. Eu espero.
......
- Obrigado por ter aguardado.
- Imagina.
- Então, você deve vir o quanto antes.
- Certo, mas até que dia?
- O quanto antes.
- Mas quando é “o quanto antes”?
- É o mais breve possível, porque logo expira o prazo de devolução do dinheiro.
Agradeci a informação e desliguei o telefone.
De um brother pra outro
Se há uma coisa que aprendi nesta vida, foi a eficácia de se diminuir as expectativas das pessoas a meu respeito. Como é fantástica a sensação de surpreendê-las fazendo quase nada.
Vocês deveriam experimentar.
Vocês deveriam experimentar.
14/10/2008
A quem acessou, meus sinceros sentimentos
Pasmem. Até para dizer que estou sem assunto me faltam palavras.
07/10/2008
Aconteceu com um Stone
“Freqüentei a escola de arte e aprendi como fazer publicidade, porque você não aprende muito de arte ali. Mandei meu portfólio para uma agência e me perguntaram: 'Você consegue fazer um bom chá?' Eu disse: 'Sim, mas não para você.' Deixei minhas coisas lá e fui embora. E larguei a escola.”
Keith Richards, para David Fricke
Rolling Stone - 17/10/02
Rolling Stone - 17/10/02
Um cara sábio, não?
Mais um horário de almoço desperdiçado
Não é novidade pra ninguém. Fila de banco é uma desgraça. Aquele curralzinho que leva aos caixas são deprimentes. Bando de gente com carnê das Casas Bahia atrasado, motoboys lazarentos com toneladas de depósitos.
Saudoso o tempo quando a fila não era única. Como era doce a ilusão de escolher a menor ou a aparentemente mais rápida. Sensação de esperteza sem igual. Agora, todos os correntistas cercados por faixas e setas no chão, um caracol que leva ao bancário mal-educado e à triste realidade da nossa miséria.
Saudoso o tempo quando a fila não era única. Como era doce a ilusão de escolher a menor ou a aparentemente mais rápida. Sensação de esperteza sem igual. Agora, todos os correntistas cercados por faixas e setas no chão, um caracol que leva ao bancário mal-educado e à triste realidade da nossa miséria.
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